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Requentado

por Eduardo Louro, em 02.08.13

 

 Diário de Notícias

 

 

Rui Machete, para além de presidir a um dos principais órgãos sociais da sociedade detentora do BPN, também comprou o vendeu acções com a normalíssima margem de 150%. Como Cavaco!

Requentado - portanto - como diz o Pedro Lomba, o novo homem dos briefings do governo. Quer ele dizer que não há nada de novo. E tem razão: no BPN já nada nos surpreende. Nem sequer nos surpreende que todos continuem a ter a lata de afirmar que comprar e vender acções é a coisa mais normal deste mundo. Escondendo que é assim em Bolsa, mas que não é assim no caso. Escondendo que 150% de margem, em transacções directas com o presidente do banco, fora de bolsa, repito, não tem nada de normal. Escondendo que nestas transacções participaram as grandes figuras do partido, com Cavaco à cabeça. E escondendo, por fim, que o dinheiro que toda essa gente ganhou – de boa fé, sem fazerem ideia nenhuma que aquilo era uma gigantesca vigarice – é o que nos anda agora a ser tirado do bolso!

Miguel Relvas regressou à ribalta. Foi curto o período de nojo. Passos Coelho resolveu arranjar-lhe um cargo: Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa! Dizem por aí - más línguas, certamente - que o homem não é lá muito perfeito no uso da língua portuguesa, que se baralha um bocado na conjugação dos verbos. Mas que importância tem isso?

Passos pode partir descansado para Manta Rota: o povo é sereno. O Portas, para além de por cá ficar a segurar as pontaspaga as favas e o Seguro, coitado... Nem assim lá vai!

Sem requinte, tudo requentado.

 

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