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Bolas de Berlim

por Daniel João Santos, em 04.05.15

Diz o senhor Presidente da Republica, Cavaco Silva, que as eleições devem ser só em Outubro. Segundo Cavaco Silva é preciso ter cuidado para que as eleições não se realizem antes de forma a não termos campanha eleitoral na praia. Mais uma vez, infelizmente, o senhor Presidente anda desfasado da realidade. Há muitos meses, mas mesmo muitos meses, que vivemos já em campanha eleitoral. Além do mais, tenho a certeza, que mesmo com as eleições realizadas em Outubro, as Bolas de Berlim vendidas na praia vão ser embrulhadas em panfletos políticos.

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O embuste sem fronteiras

por Eduardo Louro, em 13.08.13

O primeiro-ministro norueguês, o trabalhista Jens Stoltenberg, de novo candidato nas eleições de 9 de Setembro, foi notícia por se ter disfarçado de taxista, supostamente com a intenção de recolher as reacções dos passageiros à política e ao desempenho do seu governo.

O vídeo gravado na circunstância foi divulgado e suscitou as melhores reacções. Na Noruega mas também pelo mundo fora, sempre disponível para aplaudir a cultura cívica nórdica, a transparência e a ética que fazem da política na Europa do Norte, e em especial na Escandinávia, o modelo de salvação dos sistemas democráticos que agonizam no resto da Europa, e mesmo do mundo.

Soube-se pouco de pois que os passageiros eram figurantes, que foram seleccionados e pagos para executar o papel. Que foi um embuste e que, afinal, também por lá, a ética e a transparência já conheceram melhores dias. Que, por lá, ética e transparência, não fogem muito do que por cá se diz de riqueza e santidadeé sempre menos de metade!

O que não quer dizer que não haja, mesmo assim, muito a aprender com eles… Não será é em matéria de táxis!

 

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De facto, nunca a junção de uma letra numa frase fez tanta diferença em alguma coisa.

Passo a explicar, se pensarmos no "poder" que a letra "D" tem no contexto de uma frase e sua aplicação, talvez comecemos a perceber a atitude de algumas pessoas, ou seja, a diferença da sua inclusão na frase que deveria guiar e ser o mote de todos os políticos, "servir-se a causa pública", por "servir-se da causa pública", é bem perceptível das suas nefastas consequências...

Por isso não sei se nos manuais de política de alguns, a introdução da letra "D" no contexto da referida frase, foi um mero lapso de impressão do editor/gráfica, ou se foi aposta na frase após a aquisição dos mesmos...

 

Mas que faz toda a diferença faz, pelo menos aos nossos bolsos...

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Assim é que é falar !!!

por João António, em 09.04.12

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Inferiores, preguiçosos e piegas.

por Renato Seara, em 21.02.12
Vivemos tempos complexos. Tal como num passado que se pensava distante e enterrado, alguns povos Europeus, voltam a procurar dominar e humilhar outros que julgam inferiores. Em apenas um ano, lideranças miseráveis arruinaram um conceito e uma união entre povos surgida das ruínas e do sangue derramado de uma frustrada tentativa de domínio do espaço europeu por parte de um único povo. 
 
Com o beneplácito de meios de comunicação miseráveis, cada vez mais dependentes do poder económico, procura ser imposta a "lei da inevitabilidade" a esses povos rotulados de inferiores, preguiçosos e piegas. Esses piegas, preguiçosos e inferiores do sul europeu, se de facto foram irresponsáveis endividando-se em demasia, não foram mais, do que aqueles que apresentado-se como exemplares,  enquanto credores originaram e potenciaram essa irresponsabilidade. 
 
Infelizmente, de há um ano para cá, o foco incide sobre o devedor. O devedor, trata-se acima de tudo de uma classe média, que tendo tido acesso a créditos a taxas de juro artificialmente baixas, procurou melhorar as suas condições de vida, tendo acesso a bens até aí inimagináveis. Se há aqui uma clara irresponsabilidade, até que ponto essa será maior que a de quem sabendo da artificialidade desse poder de compra, lhes concedeu o mesmo? Até quando iremos continuar a exclusivamente apontar o dedo a quem foi "aliciado", ignorando a responsabilidade de quem os "aliciou"? 

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Como ensinar a História?

por julieta-ferreira, em 26.01.12

Fico perplexa e preocupada quando oiço adolescentes de dezassete anos falarem dos governos fascistas de uma forma enaltecedora, depois de estudarem esses regimes e sem terem tido qualquer contacto com a realidade. Essa realidade que apenas lhes chega através de interpretações manchadas pela parcialidade e subjectividade.

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Politica activa

por Daniel João Santos, em 17.01.12

Celeste Cardona afirmou que deixou a politica activa há 8 anos. Sim, ela o Eduardo Catroga, Armando Vara, Jorge Coelho, Mira Amaral, Fernando Gomes e tantos outros, estão estão todos fora da politica activa... pois.

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Manta de retalhos

por Daniel João Santos, em 15.12.11

Diz o povo que colhemos o que plantamos. E afinal que é que plantamos? Fácil. Plantamos durante 37 anos um conjunto de políticos que nos colocou neste buraco rodeado de tropas alemãs. Plantamos rascunhos de politicas. Plantamos remendos nas estruturas em vez de as reconstruirmos.

Cada vez que muda de governo, que normalmente para uma maioria nos vai salvar do anterior executivo, surgem mudanças de rumo. Surgem ministros a querem dar a sua assinatura no sistema, alternado regras, fazendo curvas onde deveriam existir rectas. Na realidade, meus caros, este Portugal é uma manta de retalhos de diferentes politicas que foram implantadas para o momento, principalmente para agradar interesses, mas nunca implantadas em prol do bem comum de Portugal.

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Estabilidade politica

por Daniel João Santos, em 20.03.11

O governo apresentou o PEC IV cheio de pujança. Teixeira dos Santos, apesar do equivoco, mostrou determinação. José Sócrates foi ainda mais longe e ameaçou a crise politica com a demissão do governo. Agora, depois de ver as balas todas devolvidas e em dobro, o governo altera o PEC e recua... Se calhar até nem recua, apresenta aquilo que sempre quis apresentar, mas dando um ar de salvadores da estabilidade politica.

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O livro da semana: Politica para "tótós"

por Daniel João Santos, em 11.03.11

 

Como escrevi um dia destes, alguns gostam de ter sempre o manual de instruções ideológico ao lado para saberem como agir e o que têm de defender. Se Pedro Passos Coelho não tinha um passou a ter. 365 medidas num livro, escritas por empresários e enviadas pelos próprios ao líder social-democrata é um gesto de simpatia. Vou mais longe, este gesto dos empresários é de um enorme altruísmo.

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