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Sintomático

por Eduardo Louro, em 15.02.16

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António Costa entendeu por bem começar a comunicar directamente com os portugueses. Escolheu por meio o vídeo, e as redes sociais como forma. São já conhecidos dois desses vídeos onde, pausada e tranquilamente, o chefe do governo começa por explicar o contexto do OE 2016 e algumas das suas medidas.

Como não poderia deixar de ser, ouviram-se já as mais disparatadas reacções a esta iniciativa. A começar por gente da comunicação, onde houve até quem viesse compará-la às “conversas em família”, de Marcelo Caetano, que nos deixa sempre na dúvida se é ignorância ou simples má-fé. 

Nada contra, por princípio (mesmo reconhecendo alguns riscos), que os mais altos dirigentes do país se dirijam directamente aos cidadãos. Nos tempos que correm, na sociedade da comunicação em que vivemos, isso é cada vez mais normal. E quem o fizer bem, sem manipular conteúdos e meios, sem cassete e sem poluição (os riscos estão aqui), está apenas com os pés bem assentes no presente.

António Costa não está com isto a pretender pôr um pé no futuro. Nem sequer me parece que tenha acordado de uma visão revolucionária. António Costa apenas percebeu o que toda a gente também já percebeu: que não encontra mensageiros na comunicação social, que os media deixaram de ser um intermediário isento e sério da comunicação. Que não passa o que disser, mas o que quiserem fazer passar que disse...

Sempre dado por ter boa imprensa, como um dos políticos com melhores relações pessoais no meio, António Costa não seria certamente a pessoa mais vocacionada para fazer esta ponte, e passar por cima do velho instituto das democracias que é a comunicação social. É por isso ainda mais sintomático que o tenha feito!

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SOAP OPERA NACIONAL ABROAD

por joshua, em 02.02.11

Fuel ao circo mediático nacional, cuja propensão para o efémero e alguidaresco é já proverbial, Renato Seabra será o protagonista perfeito, ainda para mais abroad, quem sabe em passes de charme, quem sabe em pose sob flashes, acabrunhado, mas proporcionando a very exquisite assunto. Após o estupor da escabrosa notícia inicial, que reverberou, por algum tempo, numa fartura de proventos aos tablóides, haja agora a justa complacência para com os mesmos abutres da indiscrição e da indecência dos factos e das versões. Absoltos estão todos os que, como eu, se movam por estrita compaixão e aquela necessidade de compreender, comum ao cirurgião e ao asceta, qual a estrema entre o mais demoníaco acto de amor [Há quem implore para ser morto!] e a mais angelical monstruosidade [Há quem aquiesça em matar!]. Mesmo que o meu amigo Manuel Gouveia insista que não, eis-nos absoltos.

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Novo projeto nos Media...

por Nuno Raimundo, em 07.12.10

Estou com alguma curiosidade quanto a este novo projecto.

A ver no que dará e por quanto tempo.

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