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Uma mini e um pires de tremoços, por favor.

por Daniel João Santos, em 06.06.15

Como sinto saudades da bloga que trocava ideias, algo raro hoje em dia, leio o Delito de Opinião com entusiasmo. Hoje, embora com atraso, li um bom texto escrito por Sérgio de Almeida Correia, que me foi indicado mais abaixo num comentário, onde o bloguer escreve sobre a saída de Jorge Jesus para o Sporting, o festival mediático e um país que está alienado da realidade. Escreve Sérgio de Almeida Correia que enquanto se abrem jornais, telejornais e se debate Jorge Jesus, não se fala da crise nos planos social, ético, moral, demográfico e ortográfico, nos sistemas de justiça, de saúde e de segurança social, na educação, na banca, nos impostos, no sistema eleitoral, no sistema de partidos, nos índices de confiança nas instituições políticas e judiciárias, na polícia, na política. E ainda: "Tudo isto acontece num país que saiu há pouco mais de um ano de um programa de resgate internacional, a quatro meses de umas eleições legislativas e a seis de umas eleições presidenciais, com greves e pacotes de privatizações em curso, sem se saber o que vai acontecer com as reformas, com os escalões do IRS ou com a TSU dentro de alguns meses. Ninguém sabe quando o próximo Governo tomará posse, nem até quando se irá viver sem o Orçamento de Estado para 2016."

Tem razão Sérgio de Almeida Correia, ninguém fala desses problemas todos. E ninguém fala disso porquê? Fácil! Está explicado no conjunto de assuntos/problemas que são explanados pelo bloguer. Ninguém tem já paciência para tanto e tanto problema. Para isso já basta os problemas do dia a dia: levantar cedo, sair a correr, enfrentar o transito, levar os miúdos à escola, correr para o emprego - quem o tem -, aturar um chefe abominável, trabalhar debaixo de pressão, meter duas garfadas ao meio-dia na boca, levar com mais e mais do mesmo, sair a voar, apanhar os miúdos, enfrentar o transito, preparar o jantar, dar banho aos miúdos, jantar, deitar os miúdos e arrastar o corpo moído para a cama. 

Claro que o povo, este povo que faz isso durante todos os dias do ano, está alienado da crise. Sempre que pode, este moído povo, chega a barriga ao balcão, manda vir uma mini para empurrar um pires de tremoços, enquanto discute a ida de Jorge Jesus para o Sporting.

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É notícia que a Polícia não tem conseguido notificar Oliveira e Costa para ser ouvido em Tribunal, no processo – não, não é sobre o BPN, ninguém faz ideia de quando a Justiça trate disso – que envolve seu amigo e colega (de partido, de parlamento, de governo e de actividades criminosas e vigarice) Duarte Lima.

Foi também notícia esta semana a notificação de Jorge Jesus, o treinador do Benfica que no final da tarde de domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, passou por aquilo que é público e do conhecimento geral.

Era fácil encontrar e notificar o treinador do Benfica: poderia estar em casa, poderia estar a trabalhar, no Estádio da Luz ou no Seixal, ou poderia estar de folga, ainda em casa ou noutro sítio qualquer. Era fácil, mas ainda assim poderia ter de ser procurado em vários locais diferentes: menos de 48 horas depois estava notificado!

Se era, como foi, fácil encontrar e notificar Jorge Jesus - que, mesmo assim, se declarou enganado pela Polícia, que a Polícia lhe passou uma rasteira - mais fácil seria encontrar e notificar Oliveira e Costa. Deveria estar na prisão, mas não está. Estando em casa, deveria ter o dispositivo de pulseira electrónica, mas não tem. Está apenas sujeito a termo de residência e de identidade, e bem podia já ter fugido para onde bem lhe apetecesse, como de resto se receava.

Mas não. Não fugiu, estava em casa. Mas não era notificado e foi preciso que a notícia andasse pelos jornais para que surgissem os seus advogados a falar de mal entendidos, e a disponibilizarem-se para contactarem com o tribunal para facilitar o agendamento do depoimento.

Há notificações e notificações, há Justiça e Justiça e há Polícia e Polícia. O que faz com que haja cidadãos e cidadãos…

Até nos lembramos de, há uns tempos, uma Polícia ter notificado o cidadão presidente do FC Porto para passar uma certa noite em Vigo. E valeu a pena, como se sabe!

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Momento bíblico

por Daniel João Santos, em 25.01.11

Jesus durante o fim-de-semana não deu uma lapada num jogador do nacional. Na realidade e como foi na Catedral, Jesus quis expulsar os vendilhões do templo.

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