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Notícias que nos levam para além da notícia

por Eduardo Louro, em 23.09.15

Capa do Correio da Manhã

 

Confesso-me cada vez mais impressionado com o que acontece neste país que é o nosso. Dois ou três chicos espertos - meia dúzia, vá lá - conseguem fazer com que se passem meses de campanha eleitoral sem uma palavra sobre o vendaval de destruição que passou pelo país nestes quatro anos de governação. E sem que  nInguém discuta uma única linha do seu programa para os próximo quatro, porque simplesmente não há, nem ninguém se preocupa nada com isso.

Hoje, mais uma notícia impressionante: está na capa do Correio da Manhã, mas é da OCDE - 485 mil portugueses tiveram de emigrar nestes quatro anos. O número impressiona, como impressiona a confirmação que Portugal é, de todos os que integram aquela Organização, o que mais gente obriga a emigrar. Não tínhamos notícias oficiais destes números, apenas algumas referências da oposição. E o que verdadeiramente espanta é que o número que tínhamos ouvido à oposição se ficasse pelos 300 mil.

O espanto perde gás quando percebemos que tem de ser uma Organização internacional a fornecer estes números, que as estatísticas internas deixam esquecidos. Porque isso já não espanta, esta gente já nos habituou a essas coisas, a esconder tudo o que atrapalha a realidade virtual que impõe ao país...

Há notícias que vão para além da notícia. Esta vai muito para lá de dar um número a um fenómeno que toda a gente conhece e sente. Explica as inexplicáveis sondagens que todos os dias nos avisam para o que aí vem. E explica por que - como comecei - meia dúzia de chico espertos conseguem meter no bolso todo um país! 

Só não explica é por é que havemos de deixar que as coisas sejam assim...

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A orquestra continua a tocar...

por Eduardo Louro, em 31.10.13

O Tesouro americano diz que é a Alemanha a culpada de tudo o que se está a passar no sul da Europa. Que, para acumular excedentes, não hesitou em impor as políticas austeritárias que destruíram as economias portuguesa, espanhola e italiana.

Álvaro Santos Pereira, recuperando o pio diz, agora já do lado de fora, que a austeridade pode levar ao surgimento de ditaduras na Europa e que a dívida portuguesa só poderá ser paga se renegociada para prazos de pagamento de 40 ou 50 anos.

Mas na Assembleia da República, no dia 1 da discussão do Orçamento, a ministra das finanças diz que está tudo bem. Que tudo estava certo, que tudo correu bem, e que só há que apertar mais um bocadinho. Que já só falta um último esforço, que estamos lá, na praia. Até já ela fala em baixar impostos, para não deixar Paulo Portas a falar sozinho… Porque 2015 está já aí!

Por isso aí está uma gigantesca onda de optimismo que sai da maioria e do governo como se fossem o canhão da Nazaré. Que estamos a sair da recessão e que o desemprego está baixar, dizem eles, sem cuidar de perceber que alguma vez a economia teria de parar de cair, que há sempre um fundo, por mais fundo que seja. E escondendo que o desemprego continua a subir e não a descer. Que descem apenas os números – e muito pouco - porque Portugal atingiu os mais altos níveis de emigração dos últimos 40 anos. Chamam-lhe até milagre, mas as pessoas não estão a sair do desemprego, estão a abandonar o país que as abandonou!

E esta não tem nada a ver com aquela emigração analfabeta e desqualificada das décadas de 60 e 70 do século passado, que não perdia os laços com o país, e de que a economia e as finanças do país tanto beneficiaram. Esta é uma emigração que deixa o país muito mais pobre e ineficiente. Agora sai gente em cuja educação o país investiu muito. Gente – e veja-se o absurdo – que o país impede de retribuir o que lhe deu, e que prefere entregar de bandeja aos outros.

Dos que cá ficam, uns morrem; outros não podem ter muitos filhos e outros não podem sequer ter filhos… Portugal perdeu o ano passado mais de 55 mil habitantes, vai continuar assim, a perder-se…

Mas ninguém se importa. Há ainda muita gente a achar melodiosa e a deliciar-se com a música que a orquestra continua a tocar… 

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Escravatura moderna

por Cristina Torrão, em 18.02.13

Periodicamente se constata que a escravatura existe nos nossos dias. E não só nos países do chamado Terceiro Mundo, nem em civilizações mais exóticas (sob o nosso ponto de vista) como as orientais. Em plena União Europeia, num dos seus países mais ricos e envolvendo uma empresa americana, se encontram indícios de exploração de trabalhadores.

 

 

Uma reportagem do canal alemão ARD, da autoria de Diana Löbl e Peter Onneken, sobre as condições de trabalho nos centros de logística alemães da Amazon, tem causado furor e já moveu a Ministra do Trabalho a iniciar uma investigação.

 

Os problemas são mais graves em alturas de mais movimento, como é a época natalícia. São contratados trabalhadores a prazo e a crise europeia leva a que muita gente se deixe levar por promessas que não são cumpridas. Vêm da Polónia, Hungria, Roménia e Espanha e, só quando chegam à Alemanha, constatam que o seu empregador não será a Amazon (apesar de trabalharem para essa empresa), mas uma firma de contratos de trabalho temporário, a Trenkwalde, por salários abaixo dos nove euros por hora (nos seus países de origem, tinha-lhes sido prometido mais dinheiro).

 

A reportagem segue o percurso de Silvina, uma espanhola desempregada, mãe de três filhos. Os trabalhadores são aquartelados em móteis ou centros de férias alugados para o efeito, completamente superlotados, ou seja, são obrigados a viver em espaços exíguos com pessoas que lhes são estranhas. Os autocarros que os transportam para o emprego e de regresso a casa estão longe de serem suficientes, pelo que originam longas esperas e circulam igualmente superlotados. Além disso, os ordenados são, muitas vezes, pagos com atraso e, não raro, é-lhes exigido que trabalhem duas semanas seguidas, sem direito a fim-de-semana.

 

Um outro problema são as regras de comportamento impostas aos trabalhadores, vigiados por uma empresa de segurança, a H.E.S.S. (Hensel European Security Services), que se desconfia ter ligações à cena neonazi. Estes seguranças são omnipresentes, revistam as malas, as bolsas e as casas dos trabalhadores. Os próprios jornalistas tiveram problemas com eles, ao ponto de, certa vez, só conseguirem deixar o recinto de logística que investigavam sob proteção policial.

 

Coincidência, ou não, Silvina, a espanhola sobre quem se fez a reportagem, foi enviada para casa três dias antes de concluído o seu contrato. No fim de um dia de trabalho, foi-lhe simplesmente comunicado que já não era necessária e que deveria fazer as malas.

 

Instada pelos jornalistas, a Amazon escusou-se a prestar esclarecimentos.

 

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Não será um pouco exagerado?

por Cristina Torrão, em 21.10.12

Tenho compreensão pela angústia de todos aqueles que sentem não ter condições para viver condignamente no nosso país. Não é fácil emigrar, ainda por cima, quando a decisão não parte de uma escolha pessoal e, sim, da força das circunstâncias. Mas é preciso chorar baba e ranho no aeroporto e escrever cartas de dramalhão ao Presidente da República?

Tenho o maior respeito pelo pessoal de enfermagem, aliás, por todos aqueles que trabalham no campo da Medicina. Mas, meu Deus, aquela gente, a maior parte deles jovens, ainda sem família, não vão para o fim do mundo! Vão para Inglaterra, que fica a pouco mais de duas horas de voo de Lisboa! Não estará na hora de deixar de nos lamentarmos como os "coitadinhos que vão lá para fora lutar pela vida"? Eu vivo há vinte anos na Alemanha e ainda não fui internada por depressão!

 

Gente, como me disse, uma vez, um dentista alemão, quando fui piegas no seu consultório: um bocadinho de mais coragem aventureira! Não envergonhemos o Vasco da Gama!

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8000 operários são muitos operários...

por Ana Lima, em 15.07.12

E já nem emigrando se está a salvo... 

 

Imagem aqui  

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El dourado

por João António, em 06.02.12

Portugueses que procuram o estrangeiro para equilibrarem as suas finanças, acabam explorados por outros espécimes de portugueses garimpeiros do sangue e suor humano .

"As pessoas acabam por ficar desamparadas e recorrem às organizações da Igreja para tentar algum apoio", disse Paulo Pisco, adiantando que, apesar de a situação ser conhecida na comunidade, as vítimas recusam-se a denunciar os exploradores às autoridades por receio de represálias.

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Para quem esteja interessado em emigrar...

por Cristina Torrão, em 27.01.12

... talvez este link da Helena Araújo lhe seja útil.

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O salto de coelho

por Daniel João Santos, em 29.12.11

Só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil. E multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Vistos e burocracia têm sido o grande travão. Arquitectos, engenheiros, gestores parecem dominar. Mas há quem chegue com o 12º ano.

 

São noticias como esta que nos informam o caminho a seguir. Devemos seguir a ideia de Passos Coelho e saltar fora, devemos continuar a evacuação do país.

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Investigação 2711

por Daniel João Santos, em 20.12.11

Depois de exaustivas investigações, que duraram mais ou menos um minuto, o 2711 está em condições de informar qual o objectivo das declarações de Passos Coelho e a emigração dos professores. Assim, seguindo uma ideia inglesa, este incentivo à emigração é o principio do plano para a evacuação de Portugal antes que vá totalmente à falência.

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Desemprego

por João António, em 17.08.11

O desemprego em 2005 era de 6% aproximadamente, em 2011 nuns claros 12% , isto sem contar com milhares de nossos compatriotas que todos os meses tentam  melhorar a sua situação economica e social noutros países .

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