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Manhosos e orfãos

por Eduardo Louro, em 11.08.15

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Provavelmente António Costa é um tipo com azar, a quem tudo acaba sempre por correr mal. Não vale a pena recuar muito para ilustrar esta ideia, todos se lembram como foi desejado, dentro e fora do seu partido, e como era limpo e sorridente o horizonte à sua frente. E no que deu pouco tempo depois, logo que a coisa apertou e o tempo fugiu...

Mas não há melhor ilustração para a falta de estrelinha de Costa do que esta estória dos cartazes que, pelos vistos, não tem culpados. Mesmo que o Ascenso Simões se tenha finalmente demitido...

Basta ver como a polémica que desencadearam deu cabo, destruiu por completo, apagou, aquilo que eram as mensagens mais fortes que a campanha eleitoral tinha para fazer passar. O desemprego e a precaridade não são apenas o maior legado que esta governação deixa ao país. São também as maiores feridas abertas na sociedade portuguesa, que não podem simplesmente ser arredadas da campanha eleitoral só porque acabaram vertidas nuns cartazes manhosos, mas acima de tudo orfãos!

 

 

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Números do desemprego

por Eduardo Louro, em 05.08.15

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Numa campanha eleitoral em que vai valer tudo, governo e coligação querem fazer do desemprego uma questão de números. Reduzindo o maior problema da economia e da sociedade portuguesa a um número, o problema fica resolvido. Um número é um número, e com os números faz-se o que se quiser... 

Se há coisa em que os números se pareçam com pessoas - com algumas pessoas - é nisso mesmo: prestam-se a tudo!

Se as pessoas que um dia perderam o emprego e estão sem trabalho há dois, três anos ou quatro anos não são desempregados, são inactivos. Se as pessoas que estão ocupadas uma hora por semana a receber formação que nunca lhes servirá para nada, estão em formação, não são desempregados. Se as pessoas que estão integradas em estágios pagos pelo Estado às empresas, são estagiários e não desempregados. Se as pessoas que tiveram de sair do país são hoje emigrantes e não desempregados, os números do desemprego são forçados a cair.

Os problemas das pessoas, esses, são os mesmos. Às pessoas pouco interessam os números, mais ou menos martelados, e sempre manipulados, do desemprego oficial do governo. O que às pessoas importa é o emprego que lhes falta.  Não importa o desemprego, importa é o emprego. Não conta para nada que os números do desemprego tenham caído quando os do emprego cairam ainda muito mais!

O que realmente conta é o emprego que foi destruído nestes últimos quatro anos, que - palavra do FMI - demorará 20 anos a recuperar. Demoraria, direi eu, se a economia portuguesa conseguisse garantir tanto tempo de crescimento ininterrupto, coisa de que nos não lembramos.

E o que nunca deixará de contar é a qualidade do emprego que se está a criar. Muitas vezes, mais que emprego a prazo, emprego com prazo marcado para o desemprego, assente numa relação de trabalho cada vez mais desigual.

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O desemprego está a cair. O resto também...

por Eduardo Louro, em 07.11.13

 

 

O INE dá hoje conta que o desemprego baixou. Mas que o emprego também. O INE diz que há menos gente desempregada e menos gente empregada, e a conclusão só pode ser uma: há menos gente!

É disso que o INE dá ainda conta, de um recuo inédito da população activa: no final de Setembro, havia 5.392,2 mil de activos, menos 135 mil do que no mesmo período de 2012… Gente que desistiu e foi embora!

Mas andam para aí uns rapazolas, entre eles o próprio ministro Mota Soares, que querem que se tirem outras conclusões. Que isto é o sinal que todos esperávamos. O milagre. A prova de que estavam certos e que os resultados estão à vista…

E ninguém os manda calar!

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As boas notícias que (não) chegam...

por Eduardo Louro, em 12.08.13

O desemprego baixou no segundo trimestre. Vamos deixar de lado se baixou muito pouco, e se o que baixou foi à conta de salários ainda inferiores ao salário mínimo.

As exportações continuaram a crescer, bem para além do que se estava à espera, e Maio foi o melhor mês de sempre no que toca a volume de transacções para o exterior. E admite-se mesmo que a economia esteja a sair da recessão!

Ora tudo isto são boas notícias, mesmo que não tão boas quanto gostaríamos que fossem. A quebra do desemprego pode resultar apenas de fenómenos de sazonalidade, de contratos de curtíssima duração que, passado o Verão, devolvem ao desemprego os números assustadores de sempre. E traduziu-se apenas nos salários mais baixos, deixando a ideia que a economia que pode estar a sair da recessão vai fazê-lo em novas bases. Em especial na base de salários baixos – ainda mais baixos!

Mas têm que ser boas notícias, porque é de boas notícias que também a economia vive. É de optimismo, que gera confiança, que a retoma se faz.

Pena é que o governo nada contribua para isso. Que, quando saem estas notícias, em vez de as potenciar, esteja paralisado por ministros e secretários de estado enterrados em aldrabices. Que, antes de serem demitidosnão poderiam ter sido admitidos. Que, quando há notícias destas para dar, dê as de cortes de pensões. E as das excepções, porque, afinal, os cortes nunca são para todos. E deixe intactas as imoralidades que todos conhecemos…

 

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Administrador para a C.G.D. , Procura-se!

por Nuno Raimundo, em 09.06.13

Eis uma notícia interessante para os quase um milhão de portugueses que fazem parte dos 17,8% que se encontram no desemprego no nosso país...

O problema é que os que querem ser escolhidos, não podem, e os escolhidos, torcem o nariz... Uns a quererem trabalhar, outros nem tanto...

E assim vai este país... entre mangericos, bailaricos e sardinha assada... só falta a bola, para compor a "coisa"...

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Mais de quatro mil novos boys...

por Eduardo Louro, em 03.06.13

Nunca se poderá dizer que este é governo com sorte. Nem assim, com todos estes esforços, o desemprego deixa de galopar para números nunca vistos…

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A frase fotogénica

por Daniel João Santos, em 02.06.13

Primeiro-ministro italiano pede desculpa aos que têm de emigrar para ter emprego. Para muitos Enrico Letta ficou um espetáculo na fotografia. Esses vão comparar este pedido de desculpas e o caso de Portugal, em que se manda os jovens emigrar para conseguirem algo melhor. Na realidade, bem vistas as coisas, as duas situações têm a mesma base: uma politica atual na Europa de austeridade onde apenas contam números. A esta Europa, que de comunitária já tem pouco, interessa apenas défices, austeridade e salvar os bancos. Há muito tempo que apenas se proferem por parte dos governantes frases fotogénicas, mas que no fundo são só isso: bonitas por fora e vazias por dentro. fotogénica

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Vamos lá ... desempregados

por João António, em 01.05.13

Bem, está na hora de mais um 1º da Maio na rua ... este diferente. Não o dia do trabalhador , mas do desempregado .

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Não é este o caminho

por Daniel João Santos, em 31.07.12

Não é preciso ser um génio de economia ou um daqueles comentadores televisivos, normalmente gente cheia de soluções para tudo, para percebermos que a austeridade imposta por este governo não é a solução. Diminuir o poder de compra do cidadão, cortando tudo e mais alguma coisas, só encerra empresas e aumenta o desemprego. No entanto, esta gente acha que não. Esta gente, que está no poder, acha que tem de ir para além da Troika. Está mais que provado que este é o caminho errado.

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A "fuga" da Função Pública...

por Nuno Raimundo, em 22.02.12

Ao ver o que aqui leio, tenho a certeza que o "sistema" chegará a um ponto em que ficará paralisado por falta de funcionários suficientes para desempenhar algumas funções e/ou serviços.

Cada vez existe menos gente para trabalhar na Administração Central, e com isso, muitos dos processos de trabalho ficam atrasados em relação ao tempo "normal" que deveriam levar. As filas acumulam-se nas repartições públicas e somente recorrendo a contratações outsourcing é possível minorar o efeito da saída de tanta gente.

Bem sei que temos de racionalizar os recursos que temos, tanto que se em serviço A ou B existe gente a mais ( não sei como será possível isso), então que se desloquem para o serviço X ou Y. Mas não como o querem fazer, a mobilidade nacional. Porque isso acarretaria um enorme prejuízo familiar e finaceiro para os mobilizados.

Acredito que o bom-senso imperará nesta situação, mas em relação à saída de tanta gente, a sua maioria passa por reformas antecipadas que terão impacto nas contas públicas, pois essa gente deixará de trabalhar mais vai receber ou indemimização respetiva ou subsídio; para além da futura paralização de serviços.

Não sei porque se teima em considerar que gente capacitada é superflua, mas sei que a longo prazo as consequências desta debandada fará a sua mossa.

Só não sei porque o Álvaro e o Gaspar só olham a breve trecho. Será apenas para agradar à Troika ou têm efetivamente algum "coelho" para tirar da cartola para resolver essa situação?

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