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Demissão... demissão...

por Eduardo Louro, em 04.12.13

 

 

A contestação social que tem atravessado o país e que, tudo o indica, se agravará rapidamente, tem-se centrado no objectivo da demissão do governo. É certo que não é apenas a rua a exigir a demissão já, essa é uma exigência praticamente transversal na sociedade portuguesa, desde as manifestações mais espontâneas às mais preparadas e organizadas. Das acções estritamente corporativas às politicamente mais abrangentes. Das galerias às bancadas da Assembleia da República, ou à Aula Magna…

É uma exigência compreensível e mesmo legítima. O governo violou e continua a violar todos os compromissos eleitorais que assumiu, violou e viola direitos, mesmo que constitucionalmente garantidos, despreza e ignora princípios democráticos básicos, mente e engana os portugueses como nenhum outro. Como se tudo isto não fosse suficiente falhou todos os objectivos que se propôs alcançar, e em nome dos quais exigira sacrifícios desmesurados aos portugueses. Contra tudo e contra todos defendeu o indefensável, foi para além da troika, destruiu a economia e o país... Disse uma coisa e o seu contrário, mandou os portugueses embora e cortou-lhes a esperança, de que é feito o futuro.

Tudo isto é verdade e tudo são razões mais que suficientes para que os portugueses se queiram ver livres deste que é seguramente o mais incapaz e incompetente governo que o país conheceu. Mas não vale de muito demitir o governo, seja lá de que forma for. Caído o governo, e sendo de todo improvável uma substancial alteração do comportamento do eleitorado, será o PS a ganhar as eleições e António José Seguro a formar governo - muito provavelmente com os mesmos que hoje governam. O que vai dar exactamente no mesmo: substituir Passos Coelho por Seguro é manter o mesmo perfil, a mesma impreparação, se não também a mesma política.

Seguro é o Passos Coelho do PS, eventualmente mais incapaz ainda. Tomou o aparelho do partido e escondeu-se, fingindo-se de morto, à espera que o poder lhe caísse no colo. Replica agora no país o que fez no partido, na garantia do mesmo resultado. Basta ver como anda desaparecido... Quando o país fervilha e as decisões apertam, Seguro está escondido algures, atrás de um arbusto qualquer, à espera que passe… António José Seguro já não é apenas o líder baço que não convence nem entusiasma ninguém. É uma figura ausente e vazia, simples refém de uma clique que já se atropela na fila para o pote.

Com esta liderança o PS não é alternativa. E se os socialistas não têm lucidez e sentido patriótico para perceber e resolver isto, não resta outra alternativa aos portugueses que, antes e em vez de exigir a demissão do governo, passarem a exigir na rua a demissão desta liderança socialista!

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Deprimente

por Daniel João Santos, em 02.07.13

Assistir à comunicação de Passos Coelho sobre a demissão de Paulo Portas foi no mínimo deprimente. É deprimente ver um Primeiro-Ministro agarrado à sua personagem de salvador da pátria. Passos Coelho acredita que sem ele será o caos, que sem ele Portugal regressará ao tempo de Sócrates. Ele, acredita Passos Coelho, não é culpado de nada. Se o governo cair, dá o PM a entender, será culpa do CDS. O preocupante é que nesta novela venezuelana de fraca qualidade quem se está a tramar é o país.

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Última hora: Vítor Gaspar sai do governo!

por Eduardo Louro, em 01.07.13

A notícia já corre por aí: Vítor Gaspar sai do governo!

Será que houve algum golpe de Estado sem que a gente se apercebesse?

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 25.03.11

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que tanto o Governo como a oposição em Portugal têm de indicar publicamente e de forma clara que medidas alternativas propõem para atingir as metas orçamentais.

 

Que falta de informação da chanceler. Então a senhora Merkel não sabe que as medidas do PSD são as mesmas, mas com mais categoria?

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Firme na oposição

por Daniel João Santos, em 23.03.11

Estou com o Manuel. Sim, também começa aqui a minha oposição a Pedro Passos Coelho ou a qualquer membro do centrão que tem governado este país. Continua aqui a minha oposição aos mesmos de sempre. Continua a minha oposição às politicas de sempre, dirigidas aos habituais clientes. Espero estar enganado, mas o que ai vem, provavelmente o PSD, não será o salvador da pátria, nem pouco mais ou menos.

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O que dizer, meu caro Sócrates?

por Daniel João Santos, em 23.03.11

 

Adeus ou até breve?

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Fim de ciclo

por Daniel João Santos, em 06.11.09

Um ciclo demasiado logo e demasiado penoso.

 

Mesmo que a culpa não fosse de Paulo Bento, acredito que parte era sua, o clima era demasiado pesado para continuar.

 

No entanto, Paulo Bento deveria ter saído no final da época passada, deveria ter saído por cima e não, como acontece agora, transportado por lenços brancos e assobios.

 

A culpa da desastrosa época não pode ter em Paulo Bento como o único culpado.

 

Da direcção do Sporting aos jogadores, passando pelos adeptos, todos precisam repensar como encaram o clube, que merece respeito a todos os niveis.

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