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Todo um programa...

por Eduardo Louro, em 12.07.15

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Ontem, na sessão de encerramento do II Congresso das Empresas e das Actividades Económicas, organizado pela CIP, Passos Coelho afirmou "ser uma ilusão pensar-se que a reforma do Estado traz profundas poupanças orçamentais". Porque não pode cortar mais salários: "não vale a pena. A não ser que mudem a Constituição"!

Nesta aparente simples declaração está todo um programa. Em primeiro lugar porque é imperativo fazer a reforma do Estado, porque o Estado e a forma como é administrado é um dos principais factores responsáveis pela baixa produtividade da economia portuguesa, independentemente de igualmente  bloquear muitos aspectos do funcionamento sociedade e um bloqueio do próprio regime. Em segundo lugar porque, como se sabe, a reforma do Estado foi pedra de arremesso no seio da coligação no governo, com Passos a entregar a batata quente a Portas, com este a deixá-la cair atabalhoadamente, sem arte nem engenho, com o tal Relatório de meia dúzia de páginas em letra de tamanho 18.

Se estas duas razões são a evidência da conhecida incapacidade do governo - deste governo, mas também de todos os outros que o antecederam - para fazer a indispensável reforma do Estado, e da própria incapacidade do regime para se reformar, a terceira vai muito mais longe, e mostra de forma inquestionável que Passos Coelho não concebe qualquer reforma sem corte de salários.

Está nesta expressão todo um programa porque, em terceiro lugar, como se acaba de dizer, para este governo, reformar não é fazer reformas nas estruturas, nas regras e nos princípios de funcionamento, na organização e nos métodos. Reformar é cortar... Cortar acima de tudo salários. Mas também  cortar pensões, cortar serviços, cortar na qualidade dos serviços que não possa cortar, cortar nos deveres do Estado e cortar nos direitos dos cidadãos.

 

(Foto:economicofinanceiro.blogspot.com)

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O PS critica ...

por João António, em 21.11.13

Critica, critica mas não apresenta alternativas ... ou melhor : a farinha do mesmo saco, é exactamente igual !

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Por falar em falta de escrúpulos...

por Eduardo Louro, em 14.10.13

 

Paulo Portas regressou ontem à noite a palco para mais umas patifarias, ladeado - não se sabe se para compor o ramalhete, se como troféus - pelo secretário de estado Carlos Moedas e pela ministra das finanças, já incapaz de esconder o incómodo pelo papel.

Para falar do corte nas pensões de sobrevivência falou da falta de escrúpulos dos outros, e dos seus queridos idosos. Que gente sem escrúpulos alarmou e aterrorizou - salientou!

Lata e falta de vergonha são atributos que, como bem sabemos, lhe não faltam. Nem, nele, conhecem limites… Então quem é que tinha dado vida às pensões de sobrevivência, uma semana antes? Quem é que passou toda a semana a alimentar fugas cirúrgicas de informação?

Para ser minimamente decente Paulo Portas diria quem é que teve a ideia de criar e quantificar este corte sem que fizesse a mínima ideia de como lá chegar. Porque deixou bem claro que, primeiro, mandaram a medida cá para fora, e só depois foram à procura da maneira de a operacionalizar. Explicaria por que razão é que, apenas a dois dias da data de entrega do orçamento, e depois de mais de 10 horas de reunião do governo, vem esclarecer isto. E apenas isto, que apenas representa 2% do total de cortes. Ou diria mesmo que já lhe tinham faltado escrúpulos e seriedade quando, dez dias antes, com a mesma senhora ao lado, anunciara ao país que não vinha aí mais austeridade…

 

PS: Peço desculpa pelo lapso: o segundo acompanhante era o ministro Mota Soares, e não o Secretário de Estado Carlos Moedas.

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Terrorismo

por Eduardo Louro, em 10.10.13

Ontem a notícia era mais um corte de 5% nos salários dos funcionários públicos. Hoje, é notícia que o corte é do dobro: é de 10%!

É a estratégia que ainda anteontem aqui se denunciava. É o choque de expectativas, o novo eufemismo de Passos Coelho?

Não, isto não nenhum choque de expectativas, isto é terrorismo! 

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"Que se lixem as eleições"!

por Eduardo Louro, em 22.08.13

 

Diário de Notícias

 

"Cortes na despesa só vão ser revelados após autárquicas"!

Já a oitava avaliação da troika tinha sido adiada para depois das eleições. Que, por sua vez, tinham sido marcadas para o mais cedo possível, para que o orçamento, também ele, só viesse depois.

"Que se lixem as eleições"! Tão querido, o menino Pedrinho...

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2014 ou 2015?

por Ana Lima, em 06.04.12

Vou perguntar a alguém de Caçarelhos já que quem veio de Frankfurt e de Bruxelas parece, por vezes, ser acometido por lapsus memoriae.

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Cortar afinal não é para todos

por Zélia Parreira, em 01.02.12

Cada vez que há uma greve aparecem os arautos do bom-senso. "Ah, e tal, os trabalhadores têm razão, têm de lutar pelos seus direitos, mas não têm o direito de prejudicar aqueles que querem trabalhar". Seria de esperar que o mesmo tipo de raciocínio se aplicasse a todas as classes profissionais.

Porém, tal não acontece. Operários e funcionários públicos perderam o direito de protestar perante a opinião pública, mas esse direito continua a ser válido e pertinente em determinadas classes profissionais, como é o caso dos médicos.

Perante a ameaça dos profissionais de saúde de cessarem a prestação de horas extraordinárias, o governo decidiu criar um regime especial para médicos e enfermeiros, permitindo-lhes o pagamento de valores superiores ao de todos os restantes funcionários públicos pelo trabalho extraordinário.

A saúde é um sector fundamental? Sem dúvida. Tal como a educação, os transportes, a segurança pública, etc., etc.

Os médicos e enfermeiros não estão a ser beneficiados, antes pelo contrário. Os restantes profissionais especializados nas suas respectivas áreas é que estão a ser prejudicados, para ser delicada.

 

 

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Dois murros... na mesa.

por Daniel João Santos, em 02.09.11

As afirmações do senhor ministro da saúde, Paulo Macedo, não estão perto do ridículo, mas para lá da fronteira da estupidez.

 

O ministro Paulo Macedo admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes", explicando que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".

 

Que se levante quem apoia as afirmações do senhor ministro. Pelo menos já dois tiveram a capacidade de dar um murro na mesa.

 

 

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