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Nem alternativa nem alternância

por Eduardo Louro, em 03.01.14

 

O PS (S de Seguro, que já foi S de Sócrates) lá vai continuando a enterrar-se. Não reagiu ontem, ao contrário de toda a gente, à medida do governo de substituição dos cortes nas pensões declarados inconstitucionais. Guardou para hoje a sua posição, o que poderia deixar prever uma resposta adequada e certeira, de verdadeira alternativa, credível, responsável e confiável... Que chegou pelas palavras do próprio Seguro!

Simples: o corte de pensões que o Tribunal Constitucional chumbou representa apenas 0,2% do PIB, o que não é nada. O défice acomoda muito bem estes 0,2%, pode muito bem passar para 4,2, em vez dos 4%!

Espantoso, não é?

Seguro não percebe sequer que está a dizer aos portugueses que não tem uma ideia, uma alternativa, para um problema que vale 0,2% do PIB. Não percebe que nem para uns míseros 0,2% do PIB sugere tocar em nada do que é intocável para o governo. Não percebe que  se está a confirmar igual na defesa do bloco central dos interesses...   

É por isto que é apenas Seguro, o melhor seguro de vida, para Passos, Portas e Cavaco. É hoje claro que o PS deixou de ser alternativa e está prestes a deixar de ser até alternante!

 

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