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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 20.10.13

Alguém viu por ai o Rui Moreira do discurso que os resultados das eleições autárquicas foram uma lição para os Partido políticos?

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Hipocrisia

por Eduardo Louro, em 13.10.13

Não é apenas nas suas condições económicas e sociais que o país atingiu a degradação máxima. A situação calamitosa do país mede-se ainda, e provavelmente com mais precisão, pela degradação moral e ética a que chegou.

A perda de soberania que o resgate arrastou não explica tudo, nem nada que se pareça. Perder soberania não tem que implicar a perda de dignidade. Nem sequer do direito ao respeito!

Infelizmente somos governados por gente que não percebe ou não quis perceber isto, gente que em vez do tronco direito e cabeça bem levantada prefere a posição de cócoras. Gente que irá morrer sem perceber que, quanto mais servis, mais desprezados. Como se tem visto de Bruxelas e Berlim e como entra agora pelos olhos dentro em relação a Angola!

Quando se perde o respeito, perdem-se todos os valores de referência moral e ética e é a demagogia e a hipocrisia que passam a dominar as relações sociais e políticas.

Para fazermos uma ideia da hipocrisia instalada no país peguemos apenas em dois dos casos mais relevantes da semana que hoje termina: chamemos-lhe o caso Rui Machete e a subvenção vitalícia dos políticos ou, com mais rigor, dos que exerceram cargos políticos de poder.

Não é para voltar a referir incorrecções factuais, nem sequer eventuais comportamentos criminosos do incrivelmente ainda ministro dos negócios estrangeiros. É apenas para dar nota da ausência do PCP nas críticas ao escabroso pedido de desculpas diplomáticas a Angola. Toda a oposição condenou – e atacou fortemente - o ministro. À excepção do PCP!

Na penosa audição da passada terça-feira o PCP conseguiu a proeza de interrogar o ministro sem uma única pergunta sobre o caso angolano. Em semana de prémios Nobel, este seria um sério candidato ao prémio Nobel da hipocrisia!

Deve dizer-se em abono da verdade que o PCP não esteve sozinho nesta sua atitude. Também Maria de Belém achou que deveria aproveitar a presença do ministro, não para o questionar sobre o que ali o trazia, mas sim sobre a lei orgânica do ministério…

Depois da hiper-hipocrisia de Paulo Portas no final da semana anterior, quando ao lado de Maria Luís Albuquerque garantia que não havia mais austeridade nenhuma, o PSD deixou o CDS sozinho a falar do corte das pensões de sobrevivência, já conhecido pela TSU das viúvas onde, de resto, hipocrisia e demagogia foram coisas que não faltaram, com Paulo Portas a dar exemplos de pensões de 4 mil euros e Motas Soares a subir ainda a mais a parada, para 5 mil euros. Logo que deu por isso, que ficava com a cara colada àquele corte, o CDS tira da manga o corte nas subvenções vitalícias dos políticos.

Estas subvenções, que nada de contributivo têm, vão parar aos bolsos de toda a gente que desempenhou cargos políticos, que acumulam com os seus vencimentos de banqueiros, de presidentes de empresas públicas, ou de administradores das principais empresas privadas que, por via das PPP ou das rendas negociadas com o Estado, têm lugar á mesa do orçamento. E, naturalmente, só tinham que ter sido integralmente cortadas antes do primeiro corte nas pensões!

O CDS, logo seguido do PSD - que agora está de olho bem aberto para não se deixar comer pelo parceiro de coligação – sugeriu um corte de 15%, se bem que logo tenha avançado que, correcto mesmo, seria cortá-lo na totalidade. Repare-se que se trata de CDS e PSD, nada de governo, do governo que entretanto ia alimentando as fugas de informação que importavam.

Entretanto, o PS que nunca está de acordo com nada do que venha daqueles lados, veio logo a correr dizer que achava muito bem, que era justo … o corte de 15%. Antes que a ideia de acabar com esta marmelada avance, vamos já segurar isto por aqui!

Manuel Alegre saiu de imediato para o campo de batalha: era o que faltava, isto é um hediondo ataque aos políticos. E, também aqui, o PCP se lhe junta…  

Não há dúvida: estamos entregues à bicharada. Quer dizer, à hipocrisia.

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Procura-se lider

por Daniel João Santos, em 19.09.13

Para se ser líder de um Partido politico, daqueles que aparecem todos os dias na televisão, é necessário ter uma presença forte, carisma, de forma a passar a mensagem. Portugal, ultimamente, anda com falta de políticos capazes arrastarem multidões. Tirando uma ou outra excepção, não existe na paisagem politica alguém que arraste multidões, que crie paixões ou ódios. No caso concreto, falo de António José Seguro, a personagem cria acima de tudo indiferença. Seguro bem se esforça para ir mais longe, para aparecer e deixar umas frases sonantes e que fiquem em que o ouve, mas o que consegue é um ou outro bocejo. Numa altura destas, com este cavalgar troikiano em cima dos portugueses, era necessário um PS que tivesse um liser que fizesse uma verdadeira oposição.

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 21.07.13

O Partido Socialista suspeita que os telefones e outros meios de comunicação da sua sede nacional, em Lisboa, estão sob escuta. Ainda existe alguém com paciência para os escutar?

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Almas (quase) gémeas?

por Cristina Torrão, em 19.07.13

Neste momento, os senhores do Rato estão a seguir à risca o guião da treta de Hollande: choram todos os dias contra a "austeridade neoliberal" para ganhar votos; quando voltarem ao poder, vão impor uma "austeridade de esquerda" que será igualzinha à "austeridade neoliberal"; um ano depois, tal como o PSF, o PS cairá a pique nas sondagens.

 

É raro lermos uma opinião, ou uma crónica, com a qual concordamos, palavra por palavra. Em alemão, costuma dizer-se qualquer coisa como: ele/ela fala-me da alma. Aconteceu-me isso com este texto de Henrique Raposo, no Expresso. E é ler o resto, que vale a pena!

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Entalado

por Eduardo Louro, em 17.07.13

Primeiro foi a iniciativa do presidente, com o tal compromisso de salvação nacional. Depois veio a moção de censura do PC – via Verdes – ao governo. Depois a proposta do Bloco.

Primeiro, o PS ainda começou por dizer que, negociações, só se estendessem aos restantes partidos com assento parlamentar. Mas depressa deixou cair aquilo que seria a sua primeira bóia!

A seguir pareceu-lhe que com uma mão lavava a outra. Que, votando a moção de censura - quando tinha tanta escapatória -, apagava o mergulho de cabeça nas negociações. E lá veio Zorrinho dizer que o PS estava a negociar com o PSD e o CDS – que só se faziam representar por membros do governo -, e não com o governo, que ia censurar.

E depois, quando o Bloco publicamente lhe propõe negociações, bateu-lhe o pé. Enxotou-o para longe, que com eles não queria nada…

É evidente que o PS está encurralado, que está entalado por todos os lados. Incluindo o lado de dentro... Mas Zorrinho diz que não, que isto reforça a centralidade do partido. Não acredito que o António José esteja tão Seguro disso… 

 

 

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 26.04.13

Mas afinal é um congresso ou uma sessão de tiro ao pato?

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O folclore de sempre

por Daniel João Santos, em 03.04.13

Sendo a moção de censura um mecanismo normal na nossa democracia parlamentar, ainda bem, a que hoje foi apresentada pelo PS não foi tão abrangente como deveria ser. Sim, uma verdadeira moção de censura será quando um dia os portugueses abrirem os olhos e em eleições, removerem do poder este bloco central que governa e colocou Portugal neste buraco. Hoje, tirando o folclore habitual, nada de importante se passou no parlamento.

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A não afirmação de uma afirmação de Costa

por Daniel João Santos, em 03.02.13

"O PS não está bem, tem um problema de afirmação"- António Costa.

 

Há muito tempo que Portugal tem estas espécies que não são peixe e nem são carne, como é o caso do atual Presidente da Câmara de Lisboa. Costa faz neste momento o papel do não-candidato a líder sendo na realidade o maior opositor de António José Seguro. O discurso de união, amizade e luta por uma causa comum, praticada por António Costa, é apenas mais um deixa andar até as sondagens darem uma vitória clara ao PS numas próximas eleições. Sempre se acreditou que Seguro era um líder para queimar enquanto Portugal esquecia Sócrates -depois surgiriam os tubarões-, agora temos a certeza disso.

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Aves de rapina

por Daniel João Santos, em 23.01.13

Apesar de ter o carisma de uma porta, no máximo, António José Seguro tomou conta do PS depois da queda do parisiense. Com o Partido Socialista desfeito, com o nome na lama, os barões socratistas meteram a viola no saco. Hoje, com a abertura de uma possibilidade do PS poder regressar ao poder, coisa que acontecerá mais dia menos dia, as aves de rapina surgem em declarações a tudo quanto é comunicação social. Se Estes que estão no poder, Passos e afins, não têm por onde se lhe pegue, nem pela ponta de uma relva, este PS tem muito menos ainda.

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