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Dá para acreditar num país assim?

por Eduardo Louro, em 19.09.13

Não sei se já repararam como tudo mudou depois das férias. Não sei se já repararam como "acabou o Verão e voltamos à realidade".

Antes era a economia que tinha crescido no segundo trimestre, era a economia a dar completamente a volta. Era o novo ciclo. Era Passos, pelo segundo ano consecutivo, na festa do Pontal, a decretar a vitória final sobre a crise, seguro (seguro - estão a ver!) do êxito da sua brilhante governação. Mal compreendida, mas inequivocamente eficaz...  Até o desemprego já estava a cair, e Passos já roçava a arrogância a anunciar tantos sucessos!

Era Pires de Lima na pele ministro da economia maravilha, o novo IRC de Lobo Xavier que fazia milagres e Portas a falar grosso com a troika...

Bastou uma semana para tudo isto desaparecer, bastou uma semana para parecer que mudamos de país. Numa única semana, nesta, que nem sequer ainda chegou ao fim, a Standard & Poor´s ameaça de corte o rating, que já classificara em lixo, e fala da iminência de um segundo resgate, o país está às voltas com a troika - a quem Cavaco pede bom senso - para rever a meta do défice,  e até Ramalho Eanes diz que o país está sem saída. As más notícias sucedem-se, umas atrás das outras. O FMI diz-nos que fomos cobaias e que a experiência correu mal, que correu mal o que Passos ainda há duas semanas se vangloriava de ter corrido bem.

Tudo isto apesar do barulho ensurdecedor da campanha eleitoral. Agora imagine-se no que aí virá depois do fim do mês...

Será que dá para entender este país? 

Não dá, mas não é esta resposta que me preocupa. Preocupa-me é a resposta se mudarmos a pergunta: Será que dá para acreditar num país assim?

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Até aqui pensava que era por lapso, ou falta de cuidado e de rigor, que o governo escolhia pessoas que não eram as mais indicadas, com os seus rabos-de-palha. Já deixei de pensar assim!

Para o governo já nem é, quanto menos recomendáveis melhor... Agora já procura mesmo malfeitores, e quanto maior for o cadastro melhor

Agora fica-me a dúvida:

- Será que Passos tem de recorrer a gente desta porque já não há pessoas de bem, dispostas a ir para a governo?

- Ou será que é o governo que já não aceita gente de bem? 

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Em circuito fechado

por Eduardo Louro, em 09.08.13

 

 

Para a sua própria substituição a ministra, enterrada nos swaps até às orelhas, escolheu alguém tão enterrado quanto ela. Que se manteve um mês em funções, sob fogo cerrado. Até à demissão, sem uma palavra da ministra – uma única!

Talvez por isso seja a própria ministra a substituí-lo, o que quer dizer que se substitui a si própria. Isto começa finalmente a fazer algum sentido... É a coesão, em circuito fechado...

Ninguém consegue ver é como é que isto pode chegar a 2015.

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"Uma certa podridão de hábitos políticos"

por Eduardo Louro, em 26.07.13

 

Vai bem a moção de confiança que o governo vai apresentar no Parlamento, para dar o pontapé de saída no novo ciclo.

Divide-se em duas partes. Na primeira faz o elogio do passado, destes dois anos em que tudo correu às mil maravilhas. Sem eles nunca poderíamos ter chegado a este momento único de felicidade e optimismo que abre o país ao novo ciclo. Na segunda fala justamente do novo ciclo, do ciclo de progresso, crescimento e desenvolvimento que o novo governo, desnecessariamente remodelado e revigorado – não se percebe porquê, nem para quê, mexer num governo-maravilha, que tudo o que fez foi bem feito - nos vai trazer nesta segunda parte do seu mandato.

Posso garantir que está aqui “uma certa podridão de hábitos políticos”! E eu não minto

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Ora aí está o governo...

por Eduardo Louro, em 25.07.13

Ainda há pouco pôs o governo debaixo de fogo, com a moda dos currículos selectivos, sempre que em causa esteja o BPN - não se sabe se  Rui Machete, muito a jeito para, também ele, permanecer debaixo de fogo, pagou direitos de autor a Franquelim Alves, é dele que se fala -, e já está de saída. Não havia necessidade!

Ainda ontem entrou aquela gente toda no governo, e já hoje há gente de saída. Não havia necessidade: Pires de Lima, o novo ministro que anunciam como milagreiro, bem podia ter evitado isto, tanto foi o tempo em que foi ministro em stand by... Podia tê-lo logo mandado com o Álvaro, que tanto, mas também tão cinicamente, elogiou à saída da tomada de posse. 

Onde também a Ministra das Finanças teve o seu momento, garantindo nunca ter tido divergências com Paulo Portas. Ela que, entretanto, lá continua a ser frita no lume brando dos swaps. A cada dia a chama aumenta mais um bocadinho: hoje vêm a lume os mails do anterior Director Geral do Tesouro. À cause…

À falta de melhor, a ministra vai dizendo que não mente. Mas já ninguém acredita muito nisso!

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Moção de confiança

por Daniel João Santos, em 22.07.13
Depois de tanta festa, folclore, foguetes e bandeiras, acharam que ainda não era altura de acalmar as coisas.

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 21.07.13

Alguém ficou com a sensação que se perderam três semanas?

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A novela

por Daniel João Santos, em 20.07.13

Como numa telenovela, que é disso que se trata, após um namoro fracassado e como manda o argumento habitual, os namorados desavindos trocam acusações sobre de quem é a culpa de rotura na relação.

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Governo PSD/CDS-PP despedido a prazo?!

por Nuno Raimundo, em 11.07.13

Pois, assim o parece.

Não me recordo de na história recente do nosso país de outra situação idêntica a esta, pois ou se demite o governo e se convocam as necessárias eleições ou se deixa o mesmo chegar ao pleno da sua legislatura.

Afinal em que ficamos? Estaremos a inaugurar uma nova "moda" na política portuguesa ou será apenas a mera assumpção de que quem nos preside não sabe o que quer fazer ou afinal  não o poderá fazer, efetivamente?!

Mas com esta confusão toda a originar uma instabilidade premente em todo o sentido, quem se ressente são os mercados financeiros, e por consequinte, os nossos bolsos!

Vá lá Senhor Presidente, clarifique!

 

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Salvação? E isto ainda tem salvação?

por Daniel João Santos, em 10.07.13

Se o objectivo de Cavaco Silva era a estabilidade, algo preciso para o PR, a sua declaração exigindo um compromisso de salvação nacional entre o PSD, CDS e PS, apenas lançou mais instabilidade. Vamos continuar então, ao contrário do que o Presidente pediu, com mais uns dias de instabilidade e sem caminho definido.

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