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Também pode ser assim!

por Cristina Torrão, em 03.03.13

 

Não sei quem foi o/a autor/a desta forma de protesto, mas dou-lhe os meus parabéns! É muito mais inteligente do que certos candidatos a advogados, que têm o mau gosto de nos pôr enojados perante um coelho empalhado a bambolear de uma forca (espero que fosse mesmo empalhado).

 

Já dizia a minha avó: o respeito é muito bonitinho! E quem não tem a humildade de respeitar os animais (sim, mesmo aqueles que servem para a nossa alimentação), dificilmente se respeitará a si próprio. Não precisa de gostar, mas tão-só de respeitar. É assim tão difícil?

 

Qualquer ser vivo é digno de respeito pelo simples facto de existir!

Respeito pela vida é respeito por Deus e por toda a sua Criação!

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Escravatura moderna

por Cristina Torrão, em 18.02.13

Periodicamente se constata que a escravatura existe nos nossos dias. E não só nos países do chamado Terceiro Mundo, nem em civilizações mais exóticas (sob o nosso ponto de vista) como as orientais. Em plena União Europeia, num dos seus países mais ricos e envolvendo uma empresa americana, se encontram indícios de exploração de trabalhadores.

 

 

Uma reportagem do canal alemão ARD, da autoria de Diana Löbl e Peter Onneken, sobre as condições de trabalho nos centros de logística alemães da Amazon, tem causado furor e já moveu a Ministra do Trabalho a iniciar uma investigação.

 

Os problemas são mais graves em alturas de mais movimento, como é a época natalícia. São contratados trabalhadores a prazo e a crise europeia leva a que muita gente se deixe levar por promessas que não são cumpridas. Vêm da Polónia, Hungria, Roménia e Espanha e, só quando chegam à Alemanha, constatam que o seu empregador não será a Amazon (apesar de trabalharem para essa empresa), mas uma firma de contratos de trabalho temporário, a Trenkwalde, por salários abaixo dos nove euros por hora (nos seus países de origem, tinha-lhes sido prometido mais dinheiro).

 

A reportagem segue o percurso de Silvina, uma espanhola desempregada, mãe de três filhos. Os trabalhadores são aquartelados em móteis ou centros de férias alugados para o efeito, completamente superlotados, ou seja, são obrigados a viver em espaços exíguos com pessoas que lhes são estranhas. Os autocarros que os transportam para o emprego e de regresso a casa estão longe de serem suficientes, pelo que originam longas esperas e circulam igualmente superlotados. Além disso, os ordenados são, muitas vezes, pagos com atraso e, não raro, é-lhes exigido que trabalhem duas semanas seguidas, sem direito a fim-de-semana.

 

Um outro problema são as regras de comportamento impostas aos trabalhadores, vigiados por uma empresa de segurança, a H.E.S.S. (Hensel European Security Services), que se desconfia ter ligações à cena neonazi. Estes seguranças são omnipresentes, revistam as malas, as bolsas e as casas dos trabalhadores. Os próprios jornalistas tiveram problemas com eles, ao ponto de, certa vez, só conseguirem deixar o recinto de logística que investigavam sob proteção policial.

 

Coincidência, ou não, Silvina, a espanhola sobre quem se fez a reportagem, foi enviada para casa três dias antes de concluído o seu contrato. No fim de um dia de trabalho, foi-lhe simplesmente comunicado que já não era necessária e que deveria fazer as malas.

 

Instada pelos jornalistas, a Amazon escusou-se a prestar esclarecimentos.

 

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Histórias de Animais (20)

por Cristina Torrão, em 17.01.13

 

A preocupação por animais maltratados e abandonados e a sua consequente ajuda, por parte de pessoas que se compadecem deles, em tempos de crise, dá azo a inúmeras críticas por parte de quem não está sensibilizado para a questão animal. Então, o ser humano não está à frente de cães e gatos? Como se podem fazer campanhas a fim de pagar tratamentos hospitalares a um cão, quando há gente a passar fome?

 

Por outro lado, eu pergunto: o facto de haver gente a passar fome justifica o gesto de olhar para o lado, ao depararmos com um animal em grande sofrimento? Ajudarei alguém (pessoa, ou animal) com esse gesto? Alguém, no seu perfeito juízo, acredita que, se pararmos de tentar ajudar os animais, diminuirá a fome no mundo? O mesmo se aplica à angariação de dinheiro para, por exemplo, questões culturais.

 

A este propósito, costumo recordar-me de algo que se passou na sequência do desmoronamento do Bloco de Leste.

 

Quando a Roménia se revoltou contra o ditador Nicolae Ceauşescu e sua esposa, ditando a sua execução sumária, descobriu-se, naquele país, algo que arrepiou o resto da Europa. Durante décadas, o regime comunista romeno livrou-se de seres incómodos, note-se, crianças com deficiência, depositando-as nos chamados Spital, onde ficavam fechadas, longe dos olhares dos humanos "normais", até dos seus próprios progenitores, que tinham mais que fazer do que preocupar-se com filhos "anormais"! Caído o regime, o ocidente deparou com imagens horríveis desses inocentes, que vegetavam em instituições inenarráveis, sem o mínimo de higiene, nem cuidados, num sofrimento atroz.

 

A barbaridade gerou, e muito bem, uma grande onda de solidariedade. Organizações como a Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteiras canalizaram esforços e pessoal para irem tratar daquelas crianças. Os cidadãos europeus fizeram enormes donativos em dinheiro, comida, brinquedos e medicamentos.

 

A alguém passava pela cabeça que houvesse quem contestasse tal movimento?

Acontece que a maioria da população romena vivia na miséria e muitos desses Spital ficavam nas imediações de aldeias onde se passava fome e frio. A chegada das carrinhas da Cruz Vermelha, cheias de alimentos e outros mimos para as ditas crianças, começaram a ser alvo de ataques dos aldeões. Atiravam pedras, pondo a vida dos voluntários em risco, e davam asas à sua fúria: como podem pensar em ajudar esses anormais, enquanto nós vivemos na miséria? Não valemos nós mais do que um punhado de anormaizinhos?

 

Cada um tire as suas conclusões!

 

O problema não são os animais que vivem como pessoas. São as pessoas que vivem como animais.

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E onde pára a Islândia?!

por Nuno Raimundo, em 14.12.12

Há já muito tempo que nos media nada vejo ou oiço sobre a Islândia.

Será que se eclipsaram os islandeses!?

Ou será que pouco interessa ou dará jeito a "alguns" publicitar tal país?!

 

Fica a reflexão...

 

OBS: Nós ainda estamos no pico da crise financeira e económica que nos aflige e ainda nos encontramos muito longe de dela nos afastarmos...

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Seremos uns bananas??

por Nuno Raimundo, em 20.11.12

Ao ler nos media que o FMI tenciona limitar ainda mais os salários e direitos sociais em Portugal, fico a pensar que:

 

Será que essa gente pensa que os portugueses são todos uns bananas????
Que é só pedir e nós fazemos????
Afinal quem é que foi eleito? o FMI?
E não é público que com estes sacrifícios a que estamos todos sujeitos, várias entidades europeias e mun

diais dizem que nos encontramos no "bom caminho"...???
E ainda nos querem cortar mais????
Não somos gregos, mas no Hino ainda lá consta: "Às armas... Às armas..."

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Muçulmanos em fúria

por Cristina Torrão, em 12.11.12

 

Foi publicada mais uma caricatura de Maomé?

 

Ah, não, são só portugueses que queimaram um espantalho de Angela Merkel.

É claro que se tivessem sido outra vez os muçulmanos a queimar bandeiras americanas e espantalhos do Obama eram intolerantes, fundamentalistas, assassinos, ignorantes...

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Basta dar à manivela!

por Cristina Torrão, em 30.10.12

"Basta dar à manivela das notas e pôr o Banco Central Europeu a fabricar euros para tudo se resolver de um dia para o outro."*

 

Afinal, porque é que andam todos em pânico? Não têm músculos nesses braços?

 

 

*Palavras de Mário Soares, no programa Hora de Fecho, da RTP informação, citado por Pedro Correia

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Alguém pediu um 25 de Abril?

por Cristina Torrão, em 25.09.12

Reportagem da revista VIP com a protagonista da foto-simbolo das manifestações de 15 de Setembro.

 

 

Cravos vermelhos? MFA? Fascistas para o Campo Pequeno?

Contra os burgueses e capitalistas? Abaixo a reação?

 

 

Para quem ainda não reparou, a música, agora, é outra.

Quem andou em cima das chaimites e quis realmente mudar o mundo, foi a avó dela.

 

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Dividir para reinar

por Daniel João Santos, em 24.09.12

O discurso de Pedro Passos Colho, onde afirma que para pagar aos funcionários públicos parte dos subsídios de férias e natal, terá de retirar o valor aos privados, é no mínimo perigoso. Já o anterior governante, agora em França, fez o mesmo ao tornar os professores nos inimigos do país, mas este foi mais longe e mete na equação todos os do publico. A tática é a de sempre, infelizmente ainda cola -conheço alguns que vão nisso-, que é dividir para reinar.

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A rua falou mais alto

por Daniel João Santos, em 22.09.12

Afinal, ao que parece - a ver vamos-, 650 mil na rua, apupos constantes a membros do governo, assobios a Cavaco Silva, a ideia de subir a TSU tem os dias contados. Quem achava, como Passos Coelho, que os portugueses comiam e calavam sempre, enganaram-se.

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