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Vale tudo?

por Eduardo Louro, em 14.08.15

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Chocante. Não encontro outra palavra para descrever as imagens do primeiro dia de férias do primeiro-ministro, que acabam de passar na televisão. 

O forte dispositivo policial de todos os últimos quatro anos, que o mantinha longe do contacto e dos olhos de toda a gente, é agora substituído por câmaras de televisão a captar beijinhos e abraços a tudo o que é povo. E o percurso até à praia, outrora escondido por um cordão policial, é agora um caminho livre, percorrido pausadamente de mão dada com a mulher, de cabeça destapada, amparada a uma canadiana...

Não pode valer tudo! Não devia valer tudo... 

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Manhosos e orfãos

por Eduardo Louro, em 11.08.15

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Provavelmente António Costa é um tipo com azar, a quem tudo acaba sempre por correr mal. Não vale a pena recuar muito para ilustrar esta ideia, todos se lembram como foi desejado, dentro e fora do seu partido, e como era limpo e sorridente o horizonte à sua frente. E no que deu pouco tempo depois, logo que a coisa apertou e o tempo fugiu...

Mas não há melhor ilustração para a falta de estrelinha de Costa do que esta estória dos cartazes que, pelos vistos, não tem culpados. Mesmo que o Ascenso Simões se tenha finalmente demitido...

Basta ver como a polémica que desencadearam deu cabo, destruiu por completo, apagou, aquilo que eram as mensagens mais fortes que a campanha eleitoral tinha para fazer passar. O desemprego e a precaridade não são apenas o maior legado que esta governação deixa ao país. São também as maiores feridas abertas na sociedade portuguesa, que não podem simplesmente ser arredadas da campanha eleitoral só porque acabaram vertidas nuns cartazes manhosos, mas acima de tudo orfãos!

 

 

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Números do desemprego

por Eduardo Louro, em 05.08.15

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Numa campanha eleitoral em que vai valer tudo, governo e coligação querem fazer do desemprego uma questão de números. Reduzindo o maior problema da economia e da sociedade portuguesa a um número, o problema fica resolvido. Um número é um número, e com os números faz-se o que se quiser... 

Se há coisa em que os números se pareçam com pessoas - com algumas pessoas - é nisso mesmo: prestam-se a tudo!

Se as pessoas que um dia perderam o emprego e estão sem trabalho há dois, três anos ou quatro anos não são desempregados, são inactivos. Se as pessoas que estão ocupadas uma hora por semana a receber formação que nunca lhes servirá para nada, estão em formação, não são desempregados. Se as pessoas que estão integradas em estágios pagos pelo Estado às empresas, são estagiários e não desempregados. Se as pessoas que tiveram de sair do país são hoje emigrantes e não desempregados, os números do desemprego são forçados a cair.

Os problemas das pessoas, esses, são os mesmos. Às pessoas pouco interessam os números, mais ou menos martelados, e sempre manipulados, do desemprego oficial do governo. O que às pessoas importa é o emprego que lhes falta.  Não importa o desemprego, importa é o emprego. Não conta para nada que os números do desemprego tenham caído quando os do emprego cairam ainda muito mais!

O que realmente conta é o emprego que foi destruído nestes últimos quatro anos, que - palavra do FMI - demorará 20 anos a recuperar. Demoraria, direi eu, se a economia portuguesa conseguisse garantir tanto tempo de crescimento ininterrupto, coisa de que nos não lembramos.

E o que nunca deixará de contar é a qualidade do emprego que se está a criar. Muitas vezes, mais que emprego a prazo, emprego com prazo marcado para o desemprego, assente numa relação de trabalho cada vez mais desigual.

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Era só o que faltava...

por Eduardo Louro, em 30.07.15

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A coligação no poder apresentou ontem o programa eleitoral. Com pompa, muita pompa... Dada a circunstância - em cima das férias, fora de tempo de discussão - nada mais prentendia que pompa.

Podia, mesmo assim, a coligação ser mais comedida na charlatanice

Recorro ao velho slogan publicitário: Poder, podia... Mas não era a mesma coisa!

No meio de tanta aldrabice, a sem vergonha tinha ainda de chegar à ameaça com as agências de rating

Tinha. Porque é aí, já em pleno território do absurdo, na fronteira com a loucura, que a charlatanice atinge o climax da conclusão no tal slogan publicitário.

Era o que faltava... Era o que faltava no discurso charlatão. Já não falta!

O que falta - e a falta que lhes faz - é que as agências de rating assinem por baixo o discurso dos milagres dos charlatães. Não assinam por baixo, não caucionam e mantêm o país no lixo, donde não não saiu como ainda se atascou mais...  

É tal a vertigem que ja nem conseguem parar, para pensar. E acabam por se espetar, com estrondo: para ameaçarem com o papão das agências de rating não conseguem esconder que afinal  o país é - continua - lixo, sem nada a ver com o que apregoam.

 

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Que falta de imaginação!

por Eduardo Louro, em 17.07.15

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Já tínhamos percebido que a maioria no governo iria fazer da Grécia o alfa e o ómega da campanha eleitoral. Vai fazê-lo até à exaustão: "olhem para a Grécia e vejam do que vos livramos"...

O que ainda não tínhamos percebido é que o PS vai fazer o mesmo. Já aí está à vista de todos: "olhem para o que o Syriza fez à Grécia e vejam lá onde vão votar"... 

Acredito que não  ouviremos isso da boca de António Costa. Não pode,  ficaria muito mal na fotografia se o fizesse, depois do entusiasmo que começou por manifestar. Mas também não precisa.

Não lhe falta gente para isso, e Francisco Assis, Jorge Coelho e Luís Amado já começaram a dizer como se faz. Assis, sem surpresa. Por convicção. Coelho, por pantominice. Mas também sem surpresa. Já Amado diz outra coisa, para dizer o mesmo... De outra forma, mas ainda sem surpresa.

Que falta de imaginação!

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Não me passaria pela cabeça que Passos Coelho tivesse lido isto. Menos ainda que viesse dar-lhe resposta tão pronta... Logo aqui, em Leiria. E logo poucas horas depois ... Já nem sei se não terá vindo de propósito.

Exactamente: Passos explicou por que não está preocupado em apresentar programas... Nem medidas... Nem ideias... Não há pressa, tranquilizou os seus apoiantes de Leiria. E através deles todo o país...

"As pessoas sabem com o que é contam da nossa parte". Também me parece!

 

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Bolas de Berlim

por Daniel João Santos, em 04.05.15

Diz o senhor Presidente da Republica, Cavaco Silva, que as eleições devem ser só em Outubro. Segundo Cavaco Silva é preciso ter cuidado para que as eleições não se realizem antes de forma a não termos campanha eleitoral na praia. Mais uma vez, infelizmente, o senhor Presidente anda desfasado da realidade. Há muitos meses, mas mesmo muitos meses, que vivemos já em campanha eleitoral. Além do mais, tenho a certeza, que mesmo com as eleições realizadas em Outubro, as Bolas de Berlim vendidas na praia vão ser embrulhadas em panfletos políticos.

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Obrigada, Dr. Madaleno!

por Ana Lima, em 31.08.13

Mesmo sem Tony Carreira Gaia já protagonizou um dos momentos altos desta campanha. Se ainda não conhecem não deixem de ver o vídeo.

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Timing certo

por Ana Lima, em 08.06.11

Até dia 12 decorre, em Santarém, a Feira Nacional da Agricultura 2011. Fica aqui a ideia para o fim de semana. E podemos ir descansados que agora não corremos o risco de apanharmos por lá caravanas de partidos ou políticos de boné.

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Já em plena campanha eleitoral

por Daniel João Santos, em 05.10.10

O discurso do Presidente da Republica, Cavaco Silva, mostrou alguém já em plena campanha eleitoral para tentar ser reeleito ao lugar.

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