Chegou-me na pessoa da mais velha quinta pela manhã e demorou-se de forma preguiçosa a instalar-se. Telefonámos para a linha 24 e o atendimento foi em segundos, o quadro dos sintomas não estava completo, por isso Benurom, reforçado a Brufen, se tal fosse o caso, e muita vigilância. Sexta à noite perante o agravamento do quadro e pelo facto da mais nova estar também doente, segundo indicações da linha 24, lá fomos para o centro de saúde de referência. Estupidamente acatámos a recomendação de colocarmos máscaras nas crianças, que, ainda por cima, me custaram um balúrdio na farmácia local.
Chegados ao centro de saúde em causa dirigimo-nos à recepção. O ar amuado da funcionária levou-nos a perceber que não seriamos bem recebidos. A partir daí foi a má-criação total, as piadinhas aos pais que entram em pânico, o gozo das pessoas que meteram a gripe A na cabeça… diagnóstico da amuadíssima doutora: princípio de asma brônquica!
Duas horas depois, já no hospital do Barreiro, sem máscaras, lá veio o diagnóstico: gripe, provavelmente A, quanto à asma brônquica nem vestígios…
Um conselho, se tiverem que se deslocar a um centro de saúde de referência ou ao hospital nunca mencionem a linha 24 (que desperta inexplicáveis anti-corpos) e nunca, mas nunca, cheguem de máscaras postas!

