Para os espanhóis existe apenas uma coisa pior que um português: um português que vence.
Cavaco Silva reúne o Conselho de Estado para discutir um pós-troika. Gostava de saber porque razão se reúne tanta individualidade para falar sobre cenários de ficção cientifica?

Compete ao Conselho de Estado (artigo 145º da Constituição da República):
Ao abrigo desta última alínea: o pós-troika. Obviamente!
No pasa nada...
Para Cavaco Silva estamos na pré-pós-troika.
Para Passos Coelho estamos na bene-troika, mesmo que o seu discurso nos deixe sempre mais perto da ambi-troika.
Para Vítor Gaspar devemos fugir da re-troika mas nunca é tarde para se pensar na ultra-troika.
Para António Seguro, como já não podemos fazer um movimento retro-troika, podíamos ao menos avançar para uma semi-troika.
Para outros partidos devíamos ter ficado na ante-troika pois só a dis-troika nos serve.
Para os movimentos anti-troika só a apo-troika é solução.
Para a maior parte de nós o sentimento é que estamos esmagados soto-troika.
E os conselheiros de Estado, afinal, vão aconselhar o Presidente a usar que prefixos?
Há vários dias que somos bombardeados com a "coragem" de Angelina Jolie. Sem lhe retirar o mérito, convém ter os pés bem assentes na terra. Em Portugal esta cirurgia também é possível e é feita por quem tem possibilidades económicas para o fazer. No sistema público, nem os testes genéticos ou as consultas de risco se conseguem obter. O mero acompanhamento ou vigilância de situações já diagnosticadas de carácter benigno, que a qualquer momento podem evoluir para o que toda a gente teme, está a ser cancelado pelos hospitais públicos.
Quando a assistência à saúde está a ser cada vez mais estrangulada e vedada a quem não tem possibilidades económicas, dificilmente se pode pedir coragem a quem simplesmente não tem escolha.
O Futebol Clube do Porto é campeão nacional. Parabéns ao Porto por esta vitória em cima da linha da meta. Seria natural falar da limpeza do ultimo jogo entre o Paços de Ferreira e o Porto, começando pela limpeza da grande penalidade e expulsão do jogador do Paços, mas isso seria entrar num discurso habitual de quem está por baixo e se desculpa com árbitros e elementos exteriores ao jogo. O Benfica perdeu o campeonato no jogo contra o Estoril. Foi ai, quando não teve a humildade ao olhar para o adversário, que o Benfica deu o campeonato aos dragões. Apesar de tudo isto, de um ou outro lapso de Jorge Jesus e dos jogadores, defendo que este projeto é para continuar e que levará o Benfica a grandes resultados.
O eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo considera, em entrevista ao PÚBLICO, que a mudança na taxa das pensões foi “uma vitória do Governo face à troika”.
“O que considero politicamente um erro será alguém querer transformar uma vitória do Governo no que seria uma derrota do CDS. Porque manifestamente o que sucedeu, do ponto de vista social, foi uma vantagem muito significativa para quem recebe pensões”.
Ai sim? Eu pensei que a vitória seria manter o direito inalienável às pensões, conforme contrato social honrado pelos pensionistas durante toda uma vida ativa e contributiva... mas, o Nuno Melo deve estar seguro de que este povo é parvo.
Em entrevista a António Ferro, Salazar defendia que os portugueses deviam ser levados a “viver habitualmente”.
Nessa modesta aspiração residia a própria salvação de Portugal.
Mas o homem que vivia nessa «casa modesta» e «despretensiosa», vestindo «um fato simples de alfaiate modesto», era o vencedor, contra tudo e contra todos, com indómita tenacidade, «sozinho em frente da crise», do descalabro financeiro do país. Isso mesmo teria transformado o seu nome no «estado de espírito dum País na sua ânsia de regeneração». Permitindo-lhe, agora, chegado à chefia do Governo, aplicar a sua receita do equilíbrio orçamental «ao orçamento errado, desequilibrado, da própria raça», dando ao seu «défice de virtudes» o mesmo combate metódico e tenaz que impusera ao das contas públicas.
(in Salazar e o Poder, A arte de saber durar, de Fernando Rosas)
Quando Vítor Gaspar diz que existem serviços públicos pelos quais os portugueses não estão dispostos a pagar, está a defender o mesmo princípio de uma vida modesta e despretensiosa. Uma vida dedicada a esse bem supremo do equilíbrio do Orçamento de Estado. O regresso a um viver habitualmente, depurador da raça e regenerador da pátria.
Um menino que vive em casa de duas mulheres nunca poderá perceber o que é um homem.
Será que Luís Villas-Boas, diretor do Refúgio Aboim Ascensão, não põe a hipótese de esse menino sair de casa?! Não põe a hipótese de esse menino brincar com outros meninos e conviver com homens crescidos (parentes, ou amigos da família)?
O que mais me dói é constatar que a mentalidade medieval ainda reina em Portugal. A mulher é ainda a causa de todos os males, o ser que trouxe o pecado e a morte ao mundo. Luís Villas-Boas também podia ter piedade pela menina que vive em casa de dois homens. Mas não! Dela não se lembra o senhor!
Eu, pelo contrário, lembro-lhe que há meninos órfãos de pai, que vivem com a mãe e as irmãs. Meninos que vivem, não com duas, mas com três, quatro, ou cinco mulheres!
Coitadinhos! Se calhar até aprendem a sentarem-se na sanita para fazer xixi!
É o que me apraz dizer após ter conhecimento disto.
Já não basta a falta de respeito que uma boa parte da população tem pela polícia, já não bastaria as condições de trabalho em que têm de desempenhar as suas funções, para agora verem-lhes ser retirados certos "privilégios" que nem mordomias são, quando comparadas com outros tais que nos deveriam também proteger e que nada fazem melhor que não seja nos desgovernar...
Nem para anedota serviria esta situação...
- “Nunca me engano e raramente tenho dúvidas”.
- “Ainda está para nascer alguém mais sério que eu”
- “Eu avisei…”
Todos conhecemos o autor destas frases, e o culto do ego que está por trás delas. A todas estas acrescenta-se agora aquela que foi a frase da semana:
“…uma inspiração do 13 de Maio, é o que a minha mulher diz”.
Frase que, lida em conjunto com a que a antecedeu – “foi tomada hoje uma decisão muito importante para o futuro…” – poderá não elevar o fecho da sétima avaliação da troika a acontecimento da semana, mas eleva o seu autor, na sua própria apreciação, mais do que à simples condição de salvador da pátria, a agente de intermediação divina!
Foi, para mim, um extraordinário passo no percurso que ainda falta pecorrer. No entanto, para alguns os armários continuam cheios de esqueletos.
Lembro-me do debate da legalização do casamento entre homossexuais. Lembro-me que os que se lhe opunham acabavam por mitigar essa sua posição, relativizando a importância desse acto para enfatizar um outro, que estaria afinal por trás da legalização do casamento. Diziam que a seguir viria a adopção, e que esse sim, seria o problema…
Isto passou-se há pouco mais de três anos. Hoje, na Assembleia da República votam-se dois projectos sobre a matéria, e pelo que se vê, a co-adopção não levanta grandes fracturas na sociedade portuguesa. Nem entre os que há três anos atrás encontravam aí o grande problema do casamento que então se legalizava…
Quererá isto dizer que a sociedade portuguesa progrediu em três anos mais que anteriormente em décadas? Que atingiu a maturidade política e cívica das sociedades mais desenvolvidas, civilizadas e educadas?
Ou será que a crise também tem alguma coisa a ver com isto?
Fica-me a dúvida...
Pois… Agora é toda a gente contra a austeridade. Desconhece-se é o que é que isso vale…
O governo foi para além da troika. E da troika veio o troco: não tem nada a ver com esta desgraça, a responsabilidade é de quem governa e aplicou o programa. Durão Barroso, em vez de presidir à Comissão Europeia, portou-se sempre como mero porta-voz dos interesses alemães. Como o cachorrinho de Merkel…
Poderíamos dizer que “Roma não paga a traidores”. Ou que Berlim mata o mensageiro para acabar com a mensagem… Mas também que Durão Barroso merece esta capa!
Não obstante E Depois do Adeus ser considerada uma balada inofensiva, os seus versos encerram muito do espírito do 25 de Abril. Provocaram celeuma em lares familiares, ao referirem uma intimidade entre homem e mulher só aceite dentro do casamento religioso, o único aceite em sociedade e que era indissolúvel, perdurava até à morte de um dos cônjuges.
Mas o parzinho da canção, depois de ter partilhado cama e mesa (principalmente, cama) separava-se, ia cada um para seu lado! Mentes bloqueadas por doses maciças de convenções e preconceitos entravam em curto-circuito.
Depreende-se que a mulher teria abalado, ou seja, a iniciativa de acabar com a relação teria sido dela, enquanto ele reconhece:
Tu te deste em amor
Eu nada te dei.
Estará aqui implícita a ideia de que a mulher já não se contentava em poder dizer que tinha um marido? Que se atrevia a exigir algo em troca? Empenho, interesse, paixão, quiçá, satisfação sexual… Ideias bem revolucionárias, no Portugal ainda salazarista!
Definitivamente não venceu a melhor equipe em campo. Num grande jogo de futebol, Benfica e Chelsea, deram tudo e provaram porque razão chegaram à final da Liga Europa. Aquele lance do golo inglês mostra como o Chelsea tem muitos mais anos de topo na Europa do que o Benfica. Perdemos, mas perdemos com dignidade e mostrando como este Benfica é sem duvida um grande na Europa. A única coisa que me deixa a pensar, após esta final, é tentar perceber porque razão não se jogou assim no Estádio do Dragão no Sábado.